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Trabalhadores são vítimas de violência económica

O secretário-geral da UNTA - Confederação Sindical, Manuel Viage, disse, ontem, em Luanda, que a par do assédio sexual nos locais de trabalho, hoje se assiste no país a uma violência económica.


Manuel Viage, que falava no seminário sobre “Violência e assédio no trabalho”, referiu-se ao caso relacionado com a suspensão de salários de 64 mil funcionários públicos, há quatro meses, em algumas províncias do país, o que gerou uma onda de  reivindicações.

De acordo com o sindicalista, este quadro agudizou a vida das famílias angolanas, estimando que mais de um milhão de pessoas ficaram privadas dos seus rendimentos para satisfação das suas necessidades primordiais.

Manuel Viage denunciou a existência actualmente de actos de intimidação contra as forças sindicais instaladas em algumas empresas públicas e privadas, devido às greves para reivindicação dos seus direitos, considerando também essa prática como uma violência que afecta psicologicamente os trabalhadores.
O combate à violência e ao assédio no local de trabalho envolve o empenho de todos, disse a coordenadora do departamento do género da Confederação Sindical Internacional (Ituc-África), Ghislaine Saizonou. 

Segundo a responsável, que falava no seminário sobre “Violência e assédio no trabalho”, organizado pela UNTA-CS, é necessário o engajamento das forças sindicais para se banir este mal que assola muitos trabalhadores/as.

“A violência no mundo de trabalho é um facto e para isso a Ituc-África e seus filiados vão-se engajar a nível internacional para a criação de uma convenção e recomendação contra este mal”, considerou.

O seminário sobre violência e assédio no local de trabalho, que encerra hoje, é uma realização do Comité da Mulher Sindicalizada e decorre no âmbito da jornada do 31 de Julho, Dia da Mulher Africana.

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